Laçador

Declamado:

Quem me vê dentro da pista já sabe a cor da bandeira,

pois depois que peço porta eu nunca faço porqueira.

Levanto a armada de oito que é o meu mapa do Rio Grande

e meto o sovéu nas aspa em qualquer lugar que eu ande!

 

Nas Campereadas que fui...no Alegrete ou Livramento

gastei o braço em disputa lustrando em guampa o 6 tento.

Foi lá na Santa Maria... que eu me vi quase loco,

e botei um corta rastro num zebu que era só uns toco!

 

No Rodeio de Osório depois de trinta cerradas,

carquei de volta perdida numa baita pataquada.

Mas foi lá em Gravataí que eu fui parar no jornal,

quando ofereci uma armada pras linda da Capital...

 

Refrão:

Se largo num sobre-lombo o laço sabe o parador,

que sou o campo a cavalo...por vocação, Laçador.

 

No Marau e em Passo Fundo botando a corda em charola,

e na Lagoa Vermelha só ouvindo o tilim da argola.

Na gaúcha Soledade que eu ganhei um laço pago

pra lá no Marciano Brum bailar e tomar uns trago.

 

O azar anda me costeando igual  varejera em touro...

e tô sempre beliscando o troféu Braço de Ouro.

Quando não salta uma armada, igual foi na Vacaria,

a argola vira ou emperna e estraga a fotografia!...

 

Refrão 


Declamado:

Ainda compro um marcado e vou lá no Crioulo

depois medir noutro estado, Brasil afora meu braço...

Por Lages e Araranguá...nas duplas lá no Praianos,

laço equipe em Rio Negrinho...e no Fecastchê noutro ano!...



Marcio Nunes Corrêa e Joca Martins

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