Payada de Fim do Ano - parte I

Neste fim de 2007
pensei em fazer diferente
e falar de toda a gente
que fez meu ano melhor!
Das coisas que sei decôr
mas quase sempre não falo.
Invés de contar de cavalo
vou fazê outra mensagem, 
invés de e-mail de aviso
vou payar de improviso
nestes versos de homenagem!

Então tenham paciência
que a lista não é miúda
pois sempre conto com a ajuda
de muita gente buenaça.
Falando sério ou com graça
inicio com o meu segundo pai,
que sempre me disse um: - Vai
e é bem mais do que um amigo, 
meu abraço pro Doscampos
que Deschamps é um espanto 
e rimar eu nem consigo.

Dos outros tantos colegas,
que firmam o mesmo elo,
Meu carinho pro Dionello
e a todo Zootecnia.
Meu caro Thomaz Lucia
- Nem me importo com as mania –
Desde que veio dos Staites
foram artigos e aceites,
um irmão no dia-a-dia.

E neste mesmo destino
sou grato ao Chico DelPino
que por pai também se assume.
As vezes tenho até ciúme
mesmo sendo um dos seus,
pois adotou o Mateus
para as lidas da rotina.
Então fica meu registro
que eu fiz que não tinha visto
mas tô cuidando de cima!

E a minha segunda casa
que tratamos de Cenbiot,
eu sempre passo de a trote
mas meu coração tá ali.
Meu carinho Alegani
e ao Professor Aleixo.
São pessoas que eu não deixo
nestas lembranças sem fim,
São exemplares pra mim
como o Gil com sua experiência
e Odir que é referência
dentro e fora do Brasil.

E aqui do HCV
é tanta gente parceira.
Vou iniciá pelo Nogueira
que até parece brabinho,
mas o coração é molinho,
um Exemplo de Veterinário!
E outro que um armário,
alma boa e competente,
sempre incomoda a gente,
em coisas que nem me meto,
mas gosto dele demais
e é mais um destes pais,
o nosso chefe Carapeto.

Na lida do dia-a-dia
tá o Daniel na secretaria,
que é sempre um parceiraço
para o qual mando um abraço.
Também gracias pras guria
nossas grandes residentes.
Lorena sempre contente
que no trabalho é pautada…
…a Millie mais agitada
mas não menos competente,
e apesar dos seus salários
dão mais graça ao pavilhão
despertando a atenção 
de muitos dos estagiários.

A todos os doutorandos,
também consideração.
Iniciando no “Limão”
que hoje tá no Canadá.
talvez ao voltar de lá
adoce nossa saudade,
pois é pessoa de verdade
e apesar de azedinho,
lhes queremos com carinho
aqui em nossa cidade.

E ao Juninho poeta,
que se vai pra Unipampa,
que mantenha sempre a estampa
de guerreiro da pecuária.
Que aqui na Veterinária
fico eu e outro galo
falando que é uns cavalo,
mas mantendo o fundamento.
Vivendo cada momento 
e tudo do que é bueníssimo.
Meu irmão Sérgio que estejas,
tomando vinho e cerveja
pois rimar Silva é brabíssimo.

Além da Veterinária,
que a vida é mais que serviço,
me lembro de alguns dos vícios
dos drink e da culinária.
Neste ano quanto Bino,
honestos, de bom tanino,
eu, o Duda e as patroa,
comendo uma janta boa
nem pensava que ia tê,
o projeto do Dudinha, 
aprovado numa l inha,
do Edital do CNPq.

Agora lembro da Talita
que é sempre uma companheira.
A Vivi que é uma guerreira
em busca de um ideal.
E outro que é bem igual
que se foi já um doutor,
pra trabalhar com vigor
mas segue aqui bem pertito,
falo do Ivan Bianchito
e a ele vai meu recado:
- Que pena que és colorado!

E outro é o Tabeleão
que se foi lá pra Campinas,
de Pelotas foi pra cima
pra manter a tradição.
Grande amigo, grandes prosas,
falando de vida ou mimosas.
Por aqui o Marcelinho,
achou também seu caminho,
É merecido, sabemos,
e há quem chore sem breque,
porque  há meses perdemos
o bonitão do NUPEEC.

E falando em competência,
o Augusto foi o sinuelo.
Mas para não perder o zelo,
outros foram muito bem.
O Facerão foi também
estudando com destreza.
A Betinha e sua brabeza,
mas trabalhando sem igual.
A Betinha e o Faceiro
dizem que tem tempero,
pra compor até um casal.
E em 2008 eu não nego
que o Ziguer volta por cima
pois é um galo da pua fina
pra quem minhas ficha entrego.

Vamos aos “Nupequinhos”,
que eu tenho igual a meus filhos,
que rimam meu estribilho
com muito apego e carinho.
Zé Wilson, o meu negrinho,
que as vezes até se implica.
O nosso novo Bujica
que estes dias me indagô,
até meio se revoltô
não ententendo o feito,
se foi susto ou foi magia
que sairam três guria
sem ter entrado direito.

Do Teteus já foi falado
mas não do Lúcio Vendramin,
que manda vídeos pra mim
muito bem intencionado…
A Elis que tava inquieta
agora achou sua reta 
e vai pro estágio lá em Minas…
…e como são pocas meninas
vou aproveitar a ocasião,
como não falo alemão
mas pra não perder a  fama
de verseador primeira linha,
um abraço pra Iarinha 
e pra Simone Fontana.

Tem até na nossa equipe,
- Vejam só que coisa chique!....
gente com nome de artista,
não precisa nem dar pista
que ele não vem dos confim:
não é o Dastin é o Dustin,
issso sempre ele ensina.
Um outro que é o Márcio Lima
que já no nome se mostra,
é realidade e não aposta
mesmo não vindo do Erechim.

Não pensem que é pacholeio
mas payada tem floreio…
igual outros três hermano
que cruzaram o oceano.
Foi o Lucas, o gringo,
e o Maurício foi sorrindo
pareciam dois irmão.
Depois foi o Fernando Paixão
também pra Nova Zelândia
mas não pensem a passeio,
foram firme no tenteio
que lá não é uma Disneylândia.

Ao Hax minha homenagem,
pois atracou bem nas pastagem
-  exemplar no compromisso –
E outros que no serviço
tão aprendendo a lição:
Foram o Rodrigo, o alemão
o Pedro de Livramento
o Willian que nalgubns momento
meio quase se some,
é envergonhado o home
mas não menos que o Fabrício,
só se salva deste ofício
o Antunes que sabe o norte
e aquele outro mais forte
que tem Farofa no nome.

E a todos os meus alunos
eu não podia esquecer,
pois realmente é um prazer
trabalhar no que se gosta.
Deixo aqui minha resposta
e quero que seja ouvida,
alegra também minha vida,
quando toda sexta-feira
lhes tenho no pavilhão,
me agrado de coração
quando nos falamos sério
ou fazemo uma brincadeira.

No campo do verso bueno
meu ano ficou pequeno.
Mas igual fiz uns tenteio
com o Helvinho que veio
tomar um vinho lá em casa.
Apenas alcei as asas,
com o Rui numa chacarera.
Mas com o Fabiano e o Joca,
inté saímo da toca
e ganhamo lá em Cachoeira.

E os toques no celular…
com o amigo Barretinho,
que gostô do brinquedinho
e não queria mais parar.
Até deu uma pensada,
de passar a sua entrada,
cá pros lados de Pelotas.
Mas pendurou suas botas
ele e o Átila campeiro
Vão enterrá aquele outro
que faleceu inda potro
e vão passá só o fevereiro.

Marcio Nunes Corrêa - homenagem aos colegas e amigos em 2007

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