Payada de fim do ano - parte II

...
Outro que trago no peito
e pra falar nem enfeito
pois ele não é assim,
é o meu amigo Bacarin
que quero sempre comigo.
Também tem outros amigos,
que acho, esquecerem de mim,
lembro o Cléber Martins
que talvez tenha enricado,
não responde meus recado
tá bem igual ao Fabrício,
que também só quer serviço
e não lembram dos hermano,
inda bem que sem veneno,
vamo tomá um vinho bueno
neste final de ano. 

O Aroldo cantor que encanta
que seguidinha me liga
as vezes é uma briga,
pra nós fazê um janta.
Naama, pessoa boa
e as outras tantas patroa,
a Sandrinha e a Cuca,
afeto também pra Tuca
outro pra Raquel e pra Rosa,
todas sempre na prosa
contando que na vida a dois
é a mulher que comanda,
me influenciando a Fernanda
mas dessa eu falo depois.

E daqui onde estô
lembro meu irmão Pablo Riet
que se viciou na internet
mandando filme pornô.
O Pachola e a Eliana
lembranças boas são tantas,
e o Madruga que quando canta
só a Patrícia vê alegria.
Lhes peço meus dois amados,
que larguem mão do noivado
e não enrolem mais as guria.

Édson, payador,
outro Silva de fundamento,
venha ao nosso arranchamento
sempre tu e teu amor.
Cláudio Tim, o pescador
nas folgas de professor.
Eu não entendo o destino
tu e o Virgílio Balduíno
contando das pescarias 
até nos fazem sonhar,
mas sempre ao regressar
a tarrafa vem vazia!

Pra não espichar ainda mais
um buenas pra meus parente,
que são e serão pra gente
a coisa maior da vida.
É o sossego, a guarida,
igual minha mãe Sirlei
que é um presente, é uma lei
da santidade em seu templo.
Dona Iara outro exemplo
a quem eu tiro o chapéu,
que vai direto pro céu
e nisso eu vou além.
pois tem paciência infinita
quando o Carlão agita,
que é um outro que quero bem.

Mas lhes peço atenção,
foi falar do coração
e o silêncio é preciso.
Foi falar do paraíso
da flor que enfeita meu mundo,
de um sentimento profundo
de sorriso amorenado,
de perfume orvalhado
pelas estrelas do olhar,
em que eu fico a sonhar
pois minha alma é quem manda
que eu peça nesse versejo,
para ter sempre o beijo 
e a doçura da Fernanda.

Agora assim eu termino
e todos que aqui citei,
perdoem quando errei
que isso é parte do destino.
Saibam que é de verdade
e se não pensaram em mim
comigo não foi assim
pois lembro barbaridade,
que estão no meu caminho,
e lhes quero com carinho
pela nossa eternidade.



Marcio Nunes Corrêa - homenagem aos colegas em amigos em 2007

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