Fogoneira alma só

Fogoneira alma bugra
que hoje acordou mais cedo,
- porque uma insônia morena
boleou a perna de vez -
Os sonhos lindos da moça
já não me consolam mais,
a lua perdeu o entono
e a magia se desfez!

Fogoneira alma mansa
que num poncho se aninhou,
taloneando uma tristeza
que o peito aquerenciou...
Uma cambona dengosa
chorando águas de rio,
- que um mate se faz consolo
sempre que o amor partiu!

Fogoneira alma guria
- silhueta de um campeiro -
costeando um fogo grande
na ilusão de se aquentar,
que a saudade é inverneira
de um agosto infindo...
que não hay poncho, por bueno
que consiga acalentar!...

As brasas clareiam garras
na moldura galponeira,
prelúdio de campo e lida
pra uma alma ser campeira.
Talvez encontre na lida
o que o vento me levou:
- o perfume que há na vida
pra minh’alma ter amor!


Versos: Marcio Nunes Corrêa - Melodia: Alessandro Ferreira

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