> Palavra de amigos

Sua excelência: a Palavra
É uma linguagem gráfica, Grande é a significação,
Da boca ou do coração,
Cada qual traz seus sentidos,
Agrada ou deixa ofendidos,
Nestes sons articulados,
Pela boca pronunciados
Dando, sempre, o termo certo,
Quando os homens são espertos,
Podem ser manipulados.

É a mais terrível das armas,
Pronunciada por infames.
Faz tranpolins ou andaimes
Pra ficarem no poder,
Ao fazer o outro crer,
Que o salafra é homem sério.
Palavra é um grande mistério,
Na boca da alma impura,
Gera discórdia e loucura,
Quando dita sem critério.


Às vezes, até defende,
Mas a consciência condena,
Mostrando que vale a pena,
Ao falar sempre a verdade,
Cada uma traz seriedade,
Na forma em que a pronunciamos
De quando em vez, quando erramos
E ao tentar esconder
Não podemos esquecer:
É só a nós que enganamos.

Veja bem,  por este exemplo:
Para não dar confusão,
O pois sim  quer dizer “não”,
E o pois não  quer dizer “sim”,
É com este jeito assim
Que a verve se manifesta
Dizemos: ela se presta
Para  se comunicar
E quando mais precisar
Aplaude – critica – contesta.


Alguns trocam  “ele” por “u”,
“N”  por “m”,  também,
Da forma que lhes convém,
Escrevem coisas erradas,
Deixando a língua judiada,
Criam grande confusão
Que vira até diversão
Com o “s” e o “n” virados,
Quando fomos ensinados,
A martelo e a facão.

Temos que ser cautelosos,
Ao falar e  escrever,
Pontuar certo  quando ler,
Para ser bem entendida,
Pois se for falada ou lida,
O acento não for mudado,
Ficará assegurado,
Para o bom entendedor.
Se mudar o professor,
O “cágado”,  fica “cagado”!


Mas é bom, sempre, lembrar,
Toda a palavra é bendita,
Bem pensada, bem escrita,
Mostrará educação
E quando o freio de mão,
Pela prudência freada,
Estará assegurada
Trazendo os ensinamentos,
Cada uma é um documento,
Qual duplicata selada.

Nem sempre a palavra diz,
O que gostamos de ouvir,
Mas ela quer corrigir,
Quando erramos no caminho,
Mostra que andando sozinho,
Corremos grande perigo
E o quanto vale um amigo,
Que fale sempre a verdade,
A que não traz caridade,
É vaga...não tem sentido.

Que universo fabuloso,
Cada palavra nos traz
Pode fazer guerra e paz,
Torna iguais – forma doutor,
E  pronunciada com amor
Dá condições de estudar,
Poderá até ajudar,
A descobrir sua meta,
E por mais analfabeta,
Ensina a arte de amar.

Poeta faz das palavras,
Dentro do seu universo,
A trança com muitos versos,
Com beleza e harmonia,
Dando a elas poesia,
Quando escreve seus poemas,
Canta alegrias e penas,
Torna  sonhos, realidade,
Do ancião – faz mocidade
Pra tornar a vida amena.!


Édison Silva

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