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Silêncio no meio-fio
O silêncio não existe
(no meio-fio da calçada...)

No tresloucado motor
- legado pra auscultar  -
Na cantoria em pneus
nas pedras de quem passar.

No amontoado sagaz
de gente tentando ser...
Sorrisos dizendo nada
de outros que acham ter!

No cão errante que é
a sobra de quem não quis...
destes que passam correndo
na pressa de ser feliz.

Na barulhenta rotina
do lixo em funeral,
o meio-fio é ruína
numa mudez sepulcral.

Até mesmo nas passadas
de quem caminha somente,
há um ruído comum
do movimento de gente.

Nem haverá quietude
no taciturno noiteiro,
na escura ausência de lua
no canto de um seresteiro.

Sentado no meio-fio
bebendo o resto do vinho,
não há silêncio jamais
pra quem quem procura um caminho.

Marcio Nunes Corrêa

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